Quadrinhos que previram o futuro (1)

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Quadrinhos que previram o futuro (1)

Bem antes dos celulares com câmera, Dick Tracy tinha um walkie-talkie com imagens!

 

Por obra e graça de algum raciocínio que eu nunca vou entender, certos profissionais perdem o tempo deles – e o nosso – entrevistando acadêmicos sobre impossibilidades físicas como o voo do Super-Homem, a flexibilidade na armadura do Homem de Ferro, o fator de cura do Wolverine, o dom da fala do Pato Donald, entre muitas outras. Os entrevistados chegam mesmo a afirmar que a radiação jamais permitiria a existência de um Hulk ou de um Homem-Aranha. É mesmo? Olha, se vocês não avisassem…!

Este post em duas partes veio para mostrar uma novidade a certos intelequituais:

Quando os quadrinhos previram o futuro

Há uma saga (ou “arco”, como alguns preferem) bastante polêmica com o famoso Homem-Aranha, que ainda hoje é motivo de polêmicas. Uns odeiam, outros abominam, e uma minoria detesta. Já adivinhou qual é, não?

 

A estapafúrdia saga dos clones

A estapafúrdia saga dos clones

À parte as confusões na cabeça do Peter Parker e nas dos leitores, ele e sua falecida namorada são “xerocados” por um cientista inconformado com a morte da garota. Sabem quando o Escalador de Paredes abraçou o tema clonagem pela primeira vez? Em 1975! A maioria das pessoas só ficou a par do conceito graças à ovelha Dolly, que veio ao mundo em cinco de julho de 1996 – vinte e um anos depois da publicação.  Sem falar das Guerras Clônicas citadas em Guerra nas Estrelas (1977) e de Jurassic Park (de Michael Crichton, publicado em 1990). Veja só: os quadrinhos se adiantaram tanto ao cinema quanto à literatura!

 

A ovelha DOLLY - não confundir com uma certa marca de refrigerantes

A ovelha DOLLY, primeiro ser vivo clonado

Algum chato pode afirmar que não existia tecnologia para isso nos anos setenta. Não estamos discutindo isso. Estamos, sim, refutando o argumento de que “quadrinhos só falam de coisas erradas e impossíveis”. Essa parte da vida do Homem Aranha fala de algo que a própria ciência já permitiu. Se o conceito de reproduzir um ser vivo a partir de uma única célula já existia em 1975, não se pode falar em delírios de roteirista.

Você conhece o Dick Tracy?

Criado nos anos 1940 por Chester Gould, Dick Tracy investigava crimes usando técnicas periciais. Sua marca registrada, além do queixo quadrado e dos bandidos tão bizarros quanto os do Batman, é um rádio-tv-relógio de pulso, com o qual se comunica com os colegas de polícia. Trata-se de uma impossibilidade científica para a tecnologia da época? Sim. Analisando, porém, com menos superficialidade, Chester Gould apenas sonhou com os pés no chão.

Bem antes dos celulares com câmera, Dick Tracy tinha um walkie-talkie com imagens!

Bem antes dos celulares com câmera, Dick Tracy tinha um walkie-talkie com imagens!

 

Semana que vem, mostraremos quadrinhos que previram a chegada dos robôs, a ida do homem à lua as descobertas feitas naquele satélite, posteriormente comprovadas pelos cientistas da vida real.

Ah! E um errinho nas HQs que, felizmente, não se cumpriu. Até lá!

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