ga('send', 'pageview');

5 dicas para suas histórias em quadrinhos infantis

CURIOSIDADES SOBRE CROSSOVERS… nos quadrinhos!
January 27, 2017

5 dicas para suas histórias em quadrinhos infantis

 

“A criança é um adulto que ainda não foi civilizado”

Essa frase, citada por Enéas Corrêa, um grande amigo meu, resume a estratégia de como devemos educar nossos pequenos. Quem quer produzir HQs para esse público-alvo deve ter plena consciência disso. Portanto, muito cuidado ao pisar nesse terreno.

Chega de papo!Vamos às…

 

Dicas para produzir suas histórias em quadrinhos… infantis!

Tu te tornas responsável por tua audiência cativa!

Tu te tornas responsável por tua audiência cativa!

Aja com responsabilidade

Ultimamente tenho presenciado um verdadeiro show de horrores: gente miúda executando danças obscenas, usando telefones celulares, falando palavrão, indo deitar tarde, não tendo respeito pela autoridade e até desconhecendo o significado da palavra disciplina. Os pais dessas crianças não têm a menor maturidade: são crianças criando crianças.

Claro que não cabe o papel de educador a um quadrinista a quilômetros de distância de seus pequenos leitores. No entanto, você pode dar sua parcela de contribuição sutil.

Se, nas suas histórias em quadrinhos, alguém roubar ou mentir, não deixe esses atos impunes. Sempre que puder, coloque um personagem adulto, responsável, para dar bons exemplos.

Muita atenção nos temas: fuja dos assuntos polêmicos como aborto, homossexualismo, racismo, drogas etc.

 

Pitadas de cultura nunca fazem mal

Seja culto!

Seja culto!

Encontre o equilíbrio entre o lazer e o aprendizado dentro de uma história em quadrinhos. O velho “seja didático sem ser chato”. No meio da narrativa, ensine algo como o funcionamento da vacina no corpo humano; mostre algumas noções básicas de música ou geografia; apresente algum fato da História que ajude o personagem a resolver um problema; pegue um determinado contexto histórico como pano de fundo dos seus personagens. Cultura sempre cai bem para crianças. No futuro, elas vão agradecer.

 

Maniqueísmus

Maniqueísmo obrigatório

Nossos pequenos estão formando o cérebro, e, portanto, precisam de conceitos simples. Apresente os papéis de mocinho e bandido bem definidos. Nada de criar um herói que faz maldades e um vilão com um “lado legal”. Isso pira a cabeça da molecada! Com o tempo, as crianças amadurecem e entendem que nas pessoas – inclusive nelas – existem um lado bom e um lado mau. Isso não é o papel da sua história. Deixe que a vida se encarregue de mostrar. Existe uma tendência a relativizar o bem e o mal, em filmes como Malévola ou livros como Úrsula, que tentam empurrar que “Ah, a história do vilão não é bem assim, ele foi incompreendido, tadinho!” Sai dessa! Agora, se você quiser fazer um personagem feio e bonzinho contra um bonito e malvado, sem problema. O personagem se mostra por seus atos, não por sua aparência.

 

Não trate a criança como idiota

Dãrdi dãr

Uma famosa série brasileira de histórias em quadrinhos aboliu os insultos. Um exagero. Teria sido bem mais instrutivo mostrar personagens com características negativas, ou mesmo antagonistas aos heróis, usando termos como “imbecil”, “idiota”, “cretino” etc.

Quanto ao uso de palavrões: Quem é que bate o dedinho do pé e diz “ora bolas”, ou “puxa vida”??? Na sua HQ, esse alguém pode muito bem xingar com $@%#& e a criança entenderá que são palavrões. Mesmo sem fazer a menor ideia do significado de $@%#&, ou como se pronuncia semelhante vernáculo.

Puxa vida, senhor engenheiro, que coisa, não?

“Puxa vida, senhor engenheiro, que coisa, não?”

Superproteger as crianças também interfere na criação delas. Não expô-las a desenhos animados violentos não as tornará pacifistas. Durante décadas, Os Três Patetas, Tom e Jerry e o Pica-pau viveram se estapeando, destruindo casas e sobrevivendo chamuscados a explosões. Fora um caso ou outro em que os adultos precisam intervir, a criança já sabe que aquilo não é real, diferentemente de um quebra-quebra em estádio de futebol. Com o tempo, uma criança que tenha uma educação embasada entende que essas coisas não são tão graves, como o politicamente correto insiste em teimar.

E por falar em violência, quer coisa pior do que o Lobo Mal sendo cozinhado pelos Três Porquinhos, ou uma Madrasta Malvada querendo matar a Branca-de-Neve?

Entre em contato com a sua criança interior

Não, não foi isso que eu quis dizer no título!

Não, não foi isso que eu quis dizer no título!

Se alguém vier comparar “crianças de hoje em dia” com “crianças de antigamente”, nem dê ouvidos. Conceitos positivos e construtivos funcionavam lá atrás e funcionam atualmente. Na dúvida, siga seu lado infantil. É claro que você o tem! Se não tivesse, nem ao menos passaria por sua cabeça fazer histórias em quadrinhos para os pequeninos!

Há autores que, por algum motivo qualquer que desconheço, criam personagens crianças com discurso de adulto. Fica chato e falso. Um certo quadrinista/escritor nacional insiste em fazer isso – dizem que vende. Se é assim, porque as histórias em quadrinhos dele aparecem e desaparecem das bancas há anos? Porque não se mantêm até hoje?

É isso aí. Um grande abraço e até semana que vem!

 

 

Comprar