TRAGA BOAS INFLUÊNCIAS PARA SEU QUADRINHO

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TRAGA BOAS INFLUÊNCIAS PARA SEU QUADRINHO

Olá!

Vários posts atrás, falei sobre a busca do estilo e como é importante perseguir o seu para a produção de seu quadrinho. Há artistas que chegaram nesse ponto tão bem, que conseguimos reconhecê-los de pronto. Caso de Alex Ross, um dos grandes nomes do quadrinho norte-americano, dono de um traço acadêmico e realista.

história em quadrinho

Alex Ross e sua Liga da Justiça

Veja agora a ilustração abaixo. Lembra um pouco o Ross, não lembra? Talvez você conheça: é Norman Rockwell (1894-1978), que por mais de quatro décadas fez inúmeras capas do jornal americano The Saturday Evening Post.

Norman Rockwell, The Right to Know (O Direito de Conhecer)

Inspirado por um artista que não fazia quadrinho

Alex Ross foi buscar sua influência não em outros quadrinistas, e sim num ilustrador/pintor realista que viveu no século XX. O detalhe é que Rockwell nunca foi quadrinista. O mais perto que chegou da “arte sequencial” foi nesta ilustração.

 

Norman Rockwell, Gossip (Fofoca)

Will Eisner (1917-2005) tinha por volta de 20 anos entre as décadas de 1930-1940. Assistia todos os filmes policiais que podia, a fim de entender como se contava uma história. Naqueles tempos, o quadrinho ainda engatinhava e era considerado infantil e subliteratura (pena que ainda exista quem pense assim…).

Eisner, porém, conseguiu revolucionar a mídia HQ. Aos 87 anos, pouco antes de morrer, afirmava ainda ser possível explorar mais o potencial dessa arte.

Sabe-se que Georges Prosper Remi, ou Hergé, o pai do Tintim, possuía arquivos rigorosamente detalhados de vários países do mundo para a produção de suas obras. Seu traço foi fortemente influenciado por George Mcmanus (Pafúncio) e Joseph Porphyre Pinchon, (Bécassine). Quando criança, lia Jack London, autor de vários livros de aventura.

 

Pafúncio, de George McManus

 

Bécassine

 

Aonde quero chegar?

Em algo simples, e que não sou o único a afirmar: quem quer fazer quadrinhos não pode ficar apenas lendo quadrinhos. É preciso ir além dos livros, das revistas e dos textos de internet: visite museus, vá a exposições, aprecie quadros, ouça música de verdade, vá ver espetáculos diferentes.

Como de costume, vou dar um exemplo: já bolei uma HQ só de lembrar o título de uma canção do Bruce Dickinson, The Tears of the Dragon. De repente, Lágrimas de Dragão podem ser ingredientes para alguma poção mágica. Que utilidade teria essa poção? Como extrair as tais lágrimas? E se o dragão não quiser colaborar?

Resumindo. Fique atento. Existem nove formas de arte prontas para influenciar você: Arquitetura, Escultura, Literatura/Poesia, Dança, Música, Pintura/Desenho, Cinema/Fotografia, Televisão e… Histórias em Quadrinhos!

Nós, artistas sofremos influências de outros que vieram antes de nós. Só não podemos deixar que essas influências virem plágio ou se resumam a uma única fonte.

Um abraço e até a próxima!

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